Crítica: 10, Cloverfield Lane

(Rua Cloverfield, 10)

 Por Marina Alvarenga Botelho

 share

Casais brigam, isso é normal. Imagine que em uma dessas brigas, a sua vontade é ir embora de vez. Faz as malas correndo, pega o carro e sai em direção a algum lugar. No caminho, enquanto você dirige, ele te liga algumas vezes. É noite, você está dirigindo e o celular toca. Você olha para ver quem é, e nesse segundo de distração, um carro te bate. Tudo fica preto.

Ao acordar, meio tonta, você está deitada, com soro e medicação na veia. Olhando ao redor, um quarto de concreto, parecendo subterrâneo. Você está algemada e um anel de ferro prende o seu joelho e tornozelo. Sua bolsa está do outro lado da sala e o seu celular está em cima dela. Pode ser o início de mais um filme da franquia Jogos Mortais.

10-cloverfield-lane-trailer-2-0

 

Essas são as primeiras cenas do filme 10 Cloverfield Lane (Rua Cloverfield, 10), que teve sua estreia nos EUA em abril desse ano. Dirigido pelo iniciante Dan Trachtenberg e produzido por J.J. Abrams (diretor do primeiro filme da nova saga de Star Wars), o filme se destaca pela mistura de gêneros e estilos, como terror, mistério, suspense e ficção científica.

Conversando com Howard, seu captor, Michelle entende que está em um bunker totalmente equipado e autossuficiente, e a ela é dito que está presa para seu próprio bem, pois no mesmo momento do acidente, os Estados Unidos havia acabado de sofrer um ataque – não se sabe muito bem de quem e o que, mas algo catastrófico. Portanto, ela havia sido resgatada, e não sequestrada, e que só está viva graças a ele.

Utilizando dos diversos recursos comuns aos diferentes estilos, o espectador não se depara com cenas gore ou muito sangue, mas sim a um terror voltado para o mistério, cuidadosamente trabalhado na atuação de Goodman e no fato de não saber o que é verdade, o que é mentira e o que é loucura.

Michelle não compra a história logo de cara, e tenta fugir, sem sucesso. “Você é boa de luta, e isso eu respeito em você”, lhe diz Howard. O clima nesse momento é de filme de “sequestro”, e uma terceira pessoa entra no jogo: Emmet, um jovem que está lá com o braço machucado. Em uma tentativa de fuga, em cenas extremamente tensas, Michelle descobre que o ataque havia sido real: se saírem dali, morrerão, expostos a alguma substância que corroe o organismo.

Tudo vai bem por um tempo e os três parecem se comportar como uma família. Jogam jogos, fazem jantares, dançam. Até que ouvem helicópteros, e outros barulhos vindo de fora. Junto com eles, o medo de serem atacados, pois, segundo Howard, ex-militar, agora é a fase dois: o extermínio dos sobreviventes.

10 CLOVERFIELD LANE

No decorrer do filme, novas reviravoltas, com o clima de suspense e mistério aumentando. Tentativas de fuga, suspense psicológico e a cara medonha de Goodman junto a uma iluminação com clima de terror e ângulos assustadores, são os elementos até o final do filme, que nesse caso, é melhor nem contar!

Um dos destaques de 10 Cloverfiled Lane é a jogada de marketing dos produtores. Quem se lembra de CLoverfield, um found footage com um dos maiores monstros do cinema, à la Godzilla, de 2008? A ideia de ter pegado emprestado o “CLoverfield”, dizem as más línguas, foi para sugerir que ambos se passam no mesmo universo cinematográfico. Ainda de acordo com os boatos, o final um tanto apressado do segundo filme é uma deixa para a continuação. Será?

Anúncios

Um comentário sobre “Crítica: 10, Cloverfield Lane

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s