Bruxa de Blair terá nova sequência e estreia em setembro

 

Foi anunciada nessa sexta-feira (22), na Comic Con San Diego – um dos principais eventos nerds e da cultura pop do mundo – uma nova sequência para o filme A Bruxa de Blair (Daniel Myrick, Eduardo Sánchez, 1999).

A comoção tem sido geral entre os fãs de filmes de terror, já que a produtora do novo filme, a Lionsgate, não havia revelado nada sobre o mesmo, que até então era chamado de “The Woods”. Durante o evento foi anunciado que, na verdade, se tratava de uma sequência que se passaria 20 anos após o primeiro Bruxa de Blair, que acabou tendo o mesmo nome, ou em português, Bruxa de Blair 3.

O trailer revela que um vídeo foi postado no YouTube com imagens de uma fita encontrada na (mesma) floresta do primeiro filme. O irmão de Heather, a protagonista da famosa cena cheia de catarros, volta ao local com os amigos em busca do que realmente aconteceu ali.

blair-witch-project

 

A partir daí não fica difícil prever o que virá pela frente – coisas estranhas, barracas voando, medo e imagens amadoras. Dirigido por Adam Wingard, o mesmo de ABC da Morte e V/H/S, o filme tem potencial. ABC da Morte tem um clima bem terrorento! (Ainda não vi VHS, mas todo mundo fala que é bom).

Confesso que a curiosidade é grande, já que, para mim, o filme de 1999 é um dos filmes de terror mais subestimados da história do gênero. Embora tenha conseguido a façanha de partir de um orçamento de apenas 60mil dólares na época e conseguido arrecadar mais de 250 milhões nas bilheterias, muita gente ainda acha que é ruim, pois “não acontece nada”.

Seu sucesso deveu-se a ser um dos primeiros – se não o primeiro – filme de terror do estilo found footage, que veio revolucionar o gênero, servindo como inspiração para diversos filmes que, posteriormente, foram grandes sucessos, como Atividade Paranormal e REC.

Para mim, Bruxa de Blair é aterrorizante não só pelas suas inovações técnicas, mas principalmente por colocar o espectador no lugar da circunstância da tomada, já que, o tempo todo, o seu ponto de vista coincide com o ponto de vista de quem está dentro do filme. A essa circunstância da tomada, Ramos (2008) dá o nome de imagem-câmera – sim, o nome do meu blog, conceito que pretendo deixar mais claro em um outro post.

Mas, afinal, o que é found footage? Da tradução do inglês, seria algo como “filmagens encontradas”. Esse tipo de filme parte da premissa de que uma fita/gravação foi encontrada e o que você está assistindo é a esse vídeo, como um material bruto. Normalmente, alguma equipe de TV ou de amigos querendo fazer um filme amador, vão a algum lugar e coisas acontecem.

Uma das coisas que tenho estudado e que me fez gostar de filmes de terror foi justamente os found footages do gênero. E sobre isso, escrevo um post em breve!

Enquanto isso, fique com o trailer (ainda sem legendas):

 

Referências:

RAMOS, Fernão Pessoa. Mas afinal… o que é mesmo documentário? São Paulo: Editora Senac, 2008.

 

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