Crítica: Before I Wake

Esses dias estava navegando por sites norte-americanos especializados em filmes de horror e me deparei com uma lista: os melhores filmes de terror de 2016, até agora. Assisti a alguns dos filmes citados, mas acredito que em breve terei que fazer a minha própria lista, pois meus parâmetros em relação ao que eu considero um bom filme não bateram muito com os daquele site.

Mas vamos ao que interessa. “Before I Wake” ou nas nossas belíssimas traduções para o português (ironia mode on) “O Sono da Morte”, é de 2016, mas tem previsão de estreia no Brasil somente no início de setembro.  Do diretor Mike Flanagan, que fez um ótimo trabalho no agoniante e muito bem feito Hush: A morte ouve (disponível no Netflix, ainda pretendo falar sobre ele aqui), Before I Wake tem alguns momentos interessantes, mas nada de novo – nem premissa, nem resolução.

Um casal que perdeu o filho em um acidente resolve adotar Cody, (porque toda criança em filme de terror chama Cody?), um menino de aproximadamente cinco ou seis anos, interpretado pelo fantástico Jacob Tremblay.  Confesso que uma das coisas que me fez querer assistir ao filme foi esse super “ator mirim”, que fez o papel de Jack em um dos melhores filmes do Oscar desse ano, Room (O Quarto de Jack).

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Após aquele primeiro momento de apresentação e chegada na nova casa, a mãe, Jessie, resolve ver o que há dentro da única coisa que Cody traz consigo: uma pequena caixa. Dentro dela há um livro sobre borboletas (ele as coleciona), pílulas de cafeína e energéticos. Ao ser confrontado pela nova mãe, o garoto deixa claro: “Eu não gosto de dormir” e diz ter medo do “homem do câncer”, que comeu sua mãe biológica. Fazendo seu papel de cuidadora, Jessie responde: “Às vezes as coisas que temos medo vão embora quando a entendemos”.

Após aparentemente Cody perder esse medo de dormir e cair no sono, coisas estranhas começam a acontecer na casa. A primeira delas é a aparição súbita de borboletas para o casal, na sala. Depois é a vez de Jessie ter uma visão de seu falecido filho, Sean. E tudo isso enquanto Cody está dormindo. Fica logo claro para o espectador, e também para os pais, que o que está acontecendo ali é: os sonhos do garoto se tornam realidade.

E aí vem a pergunta: será que os pesadelos também se tornam reais? Afinal, as duas primeiras famílias que o adotaram ou sumiram, ou morreram. Imagina se Cody resolve assistir A Hora do Pesadelo? Ia acabar tendo ideias…

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No mais, o filme continua no seu ritmo lento, muito mais de um filme de drama do que de terror. Tato o casal quanto Cody estão lidando com suas perdas, cada um na sua própria maneira. Tem seus momentos de dar um medinho de arrepiar os pelos, mas nada incrível.

O pior para mim foi o tipo de final resolutivo com flashbacks, revelando tudo ao espectador e também a Cody. Uma forma pouco criativa e entediante de explicar o porquê de tudo no filme. Enfim, se estiver bem atoa, até que vale a pena assistir, mas não pagaria o ingresso para ver em uma sala de cinema.

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