Especial Halloween: 3 tricks e 3 treats de terror de 2016

 

Pensei em mil posts diferentes e especiais para o Halloween, mas acabei em clichês sem saída. Resolvi, então, passar as minhas impressões sobre alguns filmes de terror lançados em 2016: de um lado, os tricks (ou travessuras), aqueles que ou parecem bom ou nos fazem cair em sua jogada de marketing, mas são péssimos. Do outro lado os treats, (ou gostosuras) de filmes de terror, que nos fazem ficar de olho no que diretor nos prepara para o futuro!

Primeiro, vamos às más notícias! Verdadeiros tricks: parecem bom, mas estão MUITO longe disso!

1 – Do Outro Lado da Porta (The Other Side of the Door)

Trick: não é um filme de terror. É um drama com suspense.

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Eu tenho um sistema para assistir aos lançamentos: fuço em algumas listas ou vou procurando diretores que eu gosto pelo IMDB. E aí coloco para baixar ou procuro nos serviços de streaming. Daí vou assistindo quando tenho um tempinho. Só que, como minha memória é péssima, às vezes acabo esquecendo o porquê de ter baixado alguns filmes. É esse o caso de “The Other Side of the Door”. Estava aqui na minha pasta de download e resolvi assistir. Que perda de tempo! Já tenho tão pouco tempo para assistir a filmes e ainda faço as escolhas erradas…

O filme me lembrou um pouco o “Before I Wake” (Sono da Morte, cuja crítica que escrevi está aqui). Então, caso você tenha gostado, pode ir fundo.

É mais uma dessas histórias que a mãe ou pai não consegue lidar com a morte do filho e resolve procurá-lo por outros meios, que é claro, darão errado. Premissa fraca, motivações fracas, atuações fracas, resolução fraca.

 

2 – Boneco do Mal (The Boy)

Trick: se for para ser ridículo, assuma isso no filme!

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Sério, não sei em que momento da minha vida eu tomo essas decisões de assistir filmes como esse. Provavelmente estava passando em algum canal da Sky e eu deixei para ver “qual é”. Uma babá é chamada para cuidar do filho de um casal em um casarão isolado. Quando ela vai conhecer o garoto, ele é um boneco.

A premissa, por si só, é rizível. Portanto, ou você ri junto com ela, assume o seu ridículo e explora seu caráter, como é o caso de “Brinquedo Assassino” (Child’s Play), que possui uma premissa semelhante, por exemplo, ou será um grande fracasso.

 

3 – Orgulho, preconceito e zumbis (Pride, Prejudice and Zombies.)

Trick: bad timing, pouco sangue e gore.

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Há uns anos atrás, quando rolou um “boom” de coisas de zumbis, como o início de The Walking Dead, aquela primeira cena de Game of Thrones, fazendo-nos achar que era uma série de zumbi, jogos de sobrevivência zumbi para plataformas digitais, Zumbilândia e uma febre geral da população, querendo logo que o apocalipse chegasse, eu li um livro da minha irmã chamado “Orgulho, preconceito e zumbis”. O livro é tipo um mashup (paródia/adaptação) do original Orgulho e Preconceito, de Jane Austin: a história do livro original misturada com elementos de zumbis. Na época, me diverti um pouco com o livro – leitura fácil e entretenimento. A história é de uma família no século XIX, na Inglaterra, e cinco irmãs que são treinadas nas artes zumbis. Não bastasse ter que lutar contra os mortos-vivos, elas tem que lidar com burocracias sociais, status, orgulho e preconceito.

Resolvi dar uma chance ao filme, que também estava passando na Sky. Mais tempo perdido na vida! O filme tenta ser engraçadinho, mas não consegue. Ele tenta também ser um filme de terror, mas não mostra quase nada de sangue, de trash e de gore: elementos que você espera em coisas sobre zombis. O filme em si é ruim, mas talvez, se tivesse surgido em uma época que estava um pouco mais amando tudo de zumbis, poderia ter sido melhor recebido.

 

Menção honrosa do Trick:

– Noite Macabra das Bruxas (Mischief Night)

Trick: ??? O PRÓPRIO FILME!

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Ok – não é de 2016, mas está aparecendo a toda hora no Netflix. Quando eu cometi o erro de assisti-lo, estava com três estrelas de avaliação – quem assina sabe que na coleção de filmes deles, três estrelas costuma se algo razoável. Acho que é um serviço público avisar para passar longe desse filme!

Não sei nem explicar o que é essa aberração: ele tenta se vender como um filme de terror, quando começa parece que é um desses filmes que brinca com as regras do terror, mas acaba sendo uma coisa bizarra que eu não sei explicar e não consegui chegar até o final.

 

Agora, vamos às boas notícias: os três treats! Um pouco mais fácil fazer essa lista, já que lista com os melhores filmes do ano é o que não falta!

 

1 – 10, Cloverfield Lane (Rua Cloverfield, 10)

É só clicar aqui para ler minha crítica sobre o filme, que inaugurou o blog!

Treat: Extremo clima de suspense e mistério, com personagens bem construídos e um final inesperado.

 

2 – The Witch (A Bruxa)

Treat: Um dos filmes que pauta as novas produções do horror contemporâneo.

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Não tem como não falar de The Witch para discutir o terror em 2016! Não quero me delongar muito sobre o filme, pois ainda pretendo escrever uma crítica só sobre ele. Fiz uma sinopse dele aqui:

“(2015, Dir. Robert Eggers) Sabe aqueles filmes que quando acabam você acha que odiou, mas fica pensando nele durante dias e chega à conclusão de que na verdade ele é genial e você amou? Então. É esse. Um filme que encanta pela direção de arte e de fotografia e que nada tem de semelhante aos filmes de bruxa aos quais estamos acostumados. Em 1630, nos EUA, uma família religiosa se muda para um lugar afastado. Após o recém-nascido sumir misteriosamente, eles tentam encontrar quem é a bruxa que o levou.”

E, por ora, podemos ficar com a crítica de Fábio Andrade, que faz uma leitura magnífica do filme e seu lugar no cinema contemporâneo.

 

3 – Green Room (Sala Verde)

Treat: a atmosfera criada pelo diretor Jeremy Saulnier parece ser o melhor que o terror contemporâneo tem a oferecer. Nada de sustos bobos, o que aterroriza é a natureza humana mesmo.

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(Me lembrou muito o Don’t Breathe, principalmente em termos de como tomar más decisões e de como é difícil fazer algo que parece fácil ou óbvio.)

A história é a de uma banda de Punk Rock chamada The Ain’t Rights , que após uma turnê não tão bem sucedida, aceita um último show no Oregon. A treta é que o show seria em um clube de supremacia branca/neonazista. Por falta de dinheiro, e por poderem tocar o clássico Nazi Punks Fuck Off, do Dead Kennedys para nazistas, acabam aceitando fazer o show. Em determinado momento, eles acabam no lugar errado, na hora errada, e presenciam um crime nos bastidores. Ali ficam presos tentando negociar uma saída com o dono do clube. De qualquer forma, e ele deixa claro, isso não acabará bem.

 

 

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